19 de maio de 2015

Por que os amigos morrem?

Encontrei um texto na internet, que não faria menor sentido caso o tivesse lido antes de outubro de 2013, porém diante da perda de meu grande amigo Deyvisson, li esse texto e me vi em cada linha... Tudo nele escrito eu já passei ou passo, já senti ou ainda sinto, já pensei ou estou passando. Por isso resolvi compartilhar as lindas palavras de Ruth Manus (Estadão) com vocês!

Por que os amigos morrem?

"Sério. Não faz sentido.
Pra morrer, basta estar vivo. Todos sabemos dessa incômoda verdade. É inevitável, de vez em quando, pensar sobre esse assunto cruel que torna insignificante a imensa maioria das nossas preocupações, metas e conquistas.
Pensamos na dor de perder os avós, no pavor do dia em que perderemos nossos pais (esperando que a vida seja generosa o suficiente para não morrermos antes deles), na angústia de pensarmos se morreremos antes ou depois daquele que amamos. Mas, estranhamente, quase nunca colocamos os amigos nessa roda. Parece que os enxergamos como pessoas alheias a essa estapafúrdia ideia de morte.
Até que um deles morre.
Sério: como pode?! Amigos não devem morrer! Amigos não podem morrer! Amigos não foram feitos pra morrer!
Abre-se em nós uma imensa ferida que até pode parar de doer, mas nunca sara. Barganha, revolta, transtorno. Inconformismo com o mundo. Sensação de injustiça, de desamparo, de descrença na vida. Sensação eterna de vazio.
Tem dias em que a gente simplesmente esquece que eles não estão aqui, outros em que faz questão de fingir que esqueceu. Nos imaginamos, hoje à noite, numa mesa de bar, rindo e falando mal da vida, como sempre foi. Nos imaginamos perto deles, como se nada tivesse acontecido, como uma espécie de afronta a essa piada de mau gosto do destino.
Quem permitiu que os amigos morressem e que esse buraco se instaurasse no nosso peito, para nunca mais sair?
E é tão duro ter que viver das lembranças. Ter que mendigar sonhos com eles antes de dormir. Ter que implorar por sinais nas noites de angústia em que eles indicariam o melhor caminho. É tão pouco ter que imaginar. É tão difícil fechar os olhos e buscar a presença de alguma forma. É tão, tão duro.
A saudade vai tentando massacrar a memória, o tempo vai deixando o passado meio desfocado e a gente precisa lutar para não deixar que as lembranças esmoreçam. Para não permitir que a eterna indignação da perda se torne mais relevante do que as coisas boas vividas.
Às vezes nos flagramos imaginando como eles estariam agora, se não nos tivessem sido roubados pelo tempo. Imaginamos se teriam engordado, se namorariam a mesma pessoa, se estariam felizes no emprego, se continuariam gostando daquela velha música. Imaginamos se ainda usariam aqueles sapatos e se o corte de cabelo seria o mesmo.
Mas acima de tudo: imaginamos o que eles diriam sobre essa vida que estamos levando. Se diriam que a calça que estamos vestindo é cafona, se teriam apoiado nosso pedido de demissão, se achariam que esse relacionamento em que estamos é uma fria, se diriam “vamos sair hoje, que eu quero te falar algumas coisas.”.
Mas eles não estão aqui. Não vai ter barzinho, não vai ter conselho, não vai ter crítica acompanhada de risada, não vai ter xingamento bem vindo. Não vai ter abraço no fim da noite.
Passam os meses, os anos. A gente fica aguardando o dia em que algo mude. Ou que a gente pare de questionar, ou que eles surjam de surpresa numa festa de aniversário, contando que tudo não passou de um grande engano.
A verdade é que o tempo pode até diminuir a dor, mas nunca cura essa falta. E que a gente tem que parar de sofrer, para permitir que eles voem. Mas que talvez a gente nunca se conforme. Que talvez a gente passe a vida inteira tentando entender. E não entenda.
Mas quem tem amigos sabe: amigos nunca vão embora. Nós nunca fomos embora deles, nunca os despejamos do nosso peito, nunca deixamos que eles virassem passado. Por que eles haveriam de fazer isso então? Não fariam. Eles estão por aí, em algum lugar, olhando por nós com aquele ar de reprovação, rindo do que nos fazia rir juntos, cantarolando as músicas de sempre.
Estão aqui, estão na gente, caminhando ao nosso lado, guiando nossos passos como sempre guiaram. Porque amigos não vão embora."

Amei, amo e amarei para sempre 

30 de janeiro de 2015

Meu amor duradouro de carnaval

Era carnaval da Cidade Velha, o terceiro domingo se não me engano, não estava com muita vontade de ir, mas perturbaram tanto que eu fui, graças a Deus, mal eu sabia que naquele dia conheceria uma pessoa incrivelmente fabulosa.
Confesso que já estava meio invocada de tanto ouvir falar que o tal do Jam já estava chegando. Eras, quem era esse garoto que estava sendo tão aguardado? Algum tempo depois eu descobri, era o meu coração!

Assim que chegou fomos ao encontro do famoso e venerado garoto tão esperado vulgarmente chamado de "Jam"... Aí o reconheci, eu já o conhecia "de vista" como dizem popularmente, porém nunca havia tido contato algum, o que a partir dessa data mudou.

Atrás do trio que tocava marchinhas de carnaval pelas estreitas ruas da Cidade Velha, começou nossa aproximação. Nos identificamos rapidamente e o que começou naquele terceiro domingo de pré-carnaval acabou se estendendo para troca de mensagens pelo falecido mensenger, depois facebook e o próximo encontro no último domingo de pré-carnaval.

Nos meses seguintes passamos muito tempo juntos, até que ele anunciou "Recebi uma proposta de trabalho e vou morar em São Luis" e partiu poucos dias depois. Fiquei arrasada e chorei litros trancada no quarto. 

Isso tudo aconteceu quatro anos atrás, os encontros diminuíram obviamente, mas o sentimento que começamos a construir em ritmo de carnaval, sobrevive até hoje, mesmo distante, mesmo nos vendo pouquíssimo, mesmo dependendo das promoções das companhias aéreas para nos ver ou então ele vir a Belém em alguma data especial.

Aquele foi o primeiro e único carnaval da Cidade velha que eu participei... É, acho que Deus mexeu seus pauzinhos para cruzar nossos caminhos e hoje sermos o "coração", eu o dele e ele o meu.


Dia que nos conhecemos... Ele lááááá atrás de camisa azul e rindo não sei pra quem. kkkkk

Na despedida... snif snif

Já em São Luís, passeio da Raposa.

Voltinha na Litorânea


"Eu encontrei quando não quis mais procurar o meu amor...
E até quem me vê, lendo o jornal na fila do pão, sabe que eu te encontrei..."

"E no meio de tanta gente eu encontrei você
Entre tanta gente chata e sem nenhuma graça
Você veio
E eu que pensava que não ia me apaixonar
Nunca mais na vida..."


E antes que pensem que é meu namorado ou algo similar, digo logo que não é, mas é um grande amor da minha vida!

29 de novembro de 2014

Pensamentos...

Depois de mais de um ano sem escrever absolutamente nada (por vários motivos), hoje bateu aquela vontade de deixar as palavras fluírem nesta pequena postagem, fluírem igual os meus pensamentos tem fluido ultimamente, de uma forma intensa e constante.

Uma doença me fez pensar profundamente no valor da vida, de como somos frágeis e susceptíveis às pequenas coisas da vida, que se não tratadas, podem se tornar grandes! 

Um outro assunto que surgiu essa semana também me fez pensar muito no valor da vida, principalmente na qualidade das amizades.

Pensamentos indo e vindo, resolvi tentar ocupar a mente com atividades, resolvi arrumar o guarda-roupas, retirando tudo que não uso e as que não me servem mais. Mais da metade separei para doar, dar a alguém que precise algo que já não é útil para mim... Tarefa muito complicada, pois a gente acaba se apegando a peças que estiveram presentes em momentos importantes e geralmente felizes. 
Foi com muito dó que algumas foram doadas, mas foi preciso desapegar, afinal de contas as lembranças continuam.

Essa quantidade enorme de roupas fez com que eu pensasse ainda mais na vida e chegar à decisão de que não é só meu guarda-roupa que estava acumulando coisas inúteis, existem outras coisas que precisam ser retiradas da "minha vida" e nesse momento que seria para abstrair, fez eu tomar mais uma difícil decisão, desapegar ainda mais, mas agora de pessoas... Sei que vai ser complicado, mas será necessário! 

E os pensamentos continuam, continuam e continuam...

26 de outubro de 2013

"Não sei porque você se foi. Quantas saudades eu senti..."

Arrancaram um pedaço de mim, de onde exatamente eu não sei dizer, pois às vezes não consigo respirar, logo penso que é nos pulmões, por vezes acho que foi uma parte do estômago que foi arrancada, pois não consigo comer. Suspeito também que tenha sido dos olhos, pois as lágrimas rolam sem parar, muitas vezes penso que tenha sido um pedaço da cabeça, pois não consigo me concentrar em nada. Suspeito ainda que quem tenha sofrido algum dano tenha sido os ouvidos, porque os ruídos estão passando despercebidos.
Acho que foi um pedaço do meu coração que levaram uma parte, pois ele está doendo, doendo muito!
Arrancaram um pedaço de mim, da minha vida, dos meus dias felizes, do meu sorriso fácil, das minhas bobagens, das minhas idas ao Rio com o propósito de cultivar as amizades... Arrancaram um pedaço de mim, um pedaço que nunca será preenchido por nada e nem ninguém, mas sei que essa ferida vai cicatrizar, mas enquanto isso, continuarei na dúvida de onde foi esse pedaço que arrancaram de mim!
Perdi um amigo, um irmão, um confidente, um psicólogo, um advogado, um pai... perdi meu dengo, meu amor, minha alma gêmea... Perdi fisicamente, mas sentimentalmente ele vai permanecer enquanto eu for viva e lúcida, as lembranças, as bobagens, as nossas músicas, as muuuuitas músicas, as fotos, os lugares, os filmes, os muuuuitos filmes, os sms, as risadas, o carinho, o amor, tudo está aqui e aqui permanecerão comigo...
Eu amei e fui amada, por isso agora essa dor parece dilacerar a alma, mas eu sei que tudo valeu a pena e tudo tem o momento certo pra acontecer...

"Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar."



21 de setembro de 2013

Tatuagens - o que as pessoas talvez ainda não saibam

Quando decidi fazer minha primeira tatuagem, em 2007, pensei que soubesse do que se tratava uma tatuagem, mas só fui saber realmente o que é uma quando a fiz.
As pessoas sabem que tatuagens são feitas com agulhas, mas o que poucas sabem é que a tatuagem na verdade nada mais é que uma cicatriz colorida... Sim, uma cicatriz, já que pra fazê-la a pele sofre ferimentos e como qualquer ferimento, gera cicatriz e precisa de alguns cuidados durante o processo de cicatrização.
É necessário passar pomadas cicatrizantes 3x/dia, não pode molhar, nem no banho, enquanto não cair o cascão (sim, forma cascão, é um ferimento, lembra?!). Durante esse processo se convive com algumas dores e restrições de roupas e movimento, dependendo da área que você fez a tatuagem, além de não poder ingerir comida reimosa (muita gente não acredita, mas eu acredito e prefiro não arriscar), sem falar na coceira terrível que surge durante o processo de cicatrização... Ai ai, como isso coça!!! 
Depois de tudo isso, quem pensa que os cuidados terminaram se engana completamente. Uma coisa muito importante é fazer o uso de protetor solar e não somente pra ir pra praia e clubes, mas em todas as circunstâncias que sua tattoo ficar exposta aos raios solares, mas isso também vai depender da área da tatuagem, se for exposta é essencial pra conservar as cores (isso eu só aprendi por que não usava e a minha desbotou um pouco  e preferi refazê-la logo)...
Aí, você, que não tem tatuagem, lê isso e pensa "tanta coisa, será que vale a pena?" Simmmmm, vale muito a pena, respondo isso por mim, que sou apaixonada pelas minhas. A satisfação de ter essa arte no corpo faz você passar por isso muito bem e depois esquecer o "sofrimento" de todo o processo.
Ah, é necessário dizer que fazer tatuagem dói???? Acho que não, né?! Algumas áreas doem mais que outras, mas não existe xilocaína capaz de deixar o momento de tatuar indolor. Nada insuportável, mas preciso admitir que alguns momentos eu precisei prender um pouquinho da respiração pra poder aguentar! hehehehehe
Bom, não sou mestre no assunto, afinal de contas tenho apenas 2 tattoos, mas o pouco que sei, hoje em dia, é muuuuuito perto do que eu sabia antes de tê-las. 

10 de agosto de 2013

Procura-se um amigo (Vinícios de Moraes)

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. 
Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. 
Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. 
Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. 
Deve guardar segredo sem se sacrificar. Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. 
Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. 
Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. 
Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. 
Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer. 
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos. Que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. 
Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. 
Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim. 
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. 
Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

P.S: Recebi esse texto de um amigo que disse que recebeu também de uma amiga e que achou tão eu que tinha que me amostrar. Realmente o texto é muito Kate Lins e somente um verdadeiro amigo conseguiria perceber isso.


7 de agosto de 2013

Biiiiiiiiiiiiiiaaaa.....




A dor ainda não passou completamente, mas depois de 2 anos a saudade é o principal sentimento.
Estou pensando muito nela desde ontem, quando vi um programa que falava sobre felinos... 
Ahhhh, quanta saudade de tirar a Bia da frente da geladeira, de espantá-la sempre que arranhava o sofá, de vê-la brincando com calangos capturados no quintal, de ter os sapatos novinhos estragados, de ser acordada todos os dias às 5h para abrir a porta para ela sair do quarto para comer, de limpar xixi feito em local indevido, de vê-la pirando com "quiboa", roubando peru quando estávamos distraídas, ser recepcionada com aquele olhar de preguiça, de ser acalentada pela sua presença quando o coração estava apertadinho, de tirá-la de cima da minha cama, de ver a paixão dela por caixas, de fazer carinho na barriga só por que ela não gostava, de dar bolas, fios e a fins para ela brincar, da paixão pelo "chulé" das visitas... 
Só quem tem um gatinho em casa sabe o quanto esses animais marcam nossas vidas com suas fofurices e denguices. A bia marcou a minha vida, muito e é por isso que ela faz tanta falta na casa das Castro Lins.