9 de dezembro de 2011

A Turma da Jabota

Antes de qualquer coisa vou explicar o nome. O termo "jabota" vem de jabuti e turma porque é constituído de várias pessoas.
Vocês já repararam como os jabutis, tartarugas e a fins ficam quando estão dentro da água, somente com a cabeça empinadinha pra fora da água? Não, então olhem na figura abaixo do que estou falando.




Aí você deve estar se perguntando "o que isso tem a ver?!"
Pois eu lhe explico.... 
Nas férias, toda a família ia pra Mosqueiro, os adultos ficavam bebendo na praia enquanto a molecada passava o dia inteiro tomando banho nas "água puras e cristalinas".. hehehehe.
A caçulinha dos primo, Marcela, como era muito novinha, não aguentava o nosso pique e sempre ficava com a minha tia e tudo de guloseima que passasse perto dela, ela pedia pra titia comprar. Só que sempre que isso acontecia, algum dos primos que estavam de molho na água, via o vendedor e avisava os outros geralmente com um grito "picolé", "raspa-raspa", "algodão doce", "pirulito", etc e ao ouvir isso, parávamos o que estávamos fazendo e olhávamos em direção aos nossos pais pra ver se a informação tinha procedência, e era neste momento que parecíamos jabotinhas com a cabeça pra fora da água (igual a foto). Constatada a veracidade dos fatos, corríamos na direção e dávamos prejuízo aos adultos e muito lucro para os vendedores. 

A Turma da Jabota tinha cerca de 22 integrantes, adultos e crianças e sua atividade começou pelo final da década de 80 e início da década de 90. 

Hoje em dia as jabotinhas cresceram e tomaram rumos distintos na vida e a Turma dificilmente se reúne, mas as recordações ficaram com muito carinho no coração de cada um, tenho certeza!!!

Fotos da Turma da Jabota

Tios Francisco e Roberto, mamãe, tias Edna e Rosa e vovó Marina.

 Tia Elzenir (fazendo chifre), Cláudia e Karina (atrás), eu, João Carlos, Michelle, Alan, Bruno, Nando e Sharles.

Eu, Nando, Cláudia, Sharles, Alan, João Carlos e Karina 

Mamãe, tias Rosa e Elzenir, vovó Marina e Bruno (de pé), tia Edna na cadeira, Michelle ao lado dela, tios Roberto e Francisco de costa, Karina e Cláudia.



Bons tempos!!!!!

Bolo na caneca

Estava dando uma olhadinha na internet e vi um link de uma revista famosa que dizia algo sobre uma receita de um bolo de chocolate no copo, não quis ler, mas isso fez eu lembrar de algo que acontecia aqui em casa quando eu "era só uma menina..."

Mamãe sempre foi a "boleira" da família, seus bolos eram sempre solicitados em todos os aniversários e eu nem preciso dizer o motivo né?! Realmente eram deliciosos - e ainda continuam - mas hoje em dia a frequência e a forma com que são feito mudaram bastante.
Naquela época não existiam essas misturas prontas e então mamãe media a farinha de trigo e peneirava-a, fazia o mesmo com o açúcar, fermento e com chocolate, misturava os ovos e a manteiga... Esse processo era muito legal, eu ficava só acompanhando, como se dali fosse surgir uma obra de arte, um troféu! 

A curiosidade de todo esse processo é que sempre sobrava um pouquinho de massa e a mamãe sempre colocava dentro de um copo de alumínio que papai trouxe de uma de suas infinitas viagens. Ele era enorme, porém era só volume, pois o conteúdo suportado por ele era bem pouco. Possuía um fundo falso onde existia alguma coisa (que até hoje eu não sei do que se tratava) que fazia um barulinho legal, eu adorava... e tinha também uma alça, o que caracterizava-o como uma caneca, mas o que a mamãe utilizava com a "fôrma" do bolinho, era sem a alça, pois havia quebrado. Havia também uma pintura na parte de fora, não lembro ao certo do que se tratava, mas eu também achava muito lindo, eram pinturas feitas à mão, obra de arte mesmo. No final do processo, haviam sempre 2 bolos, o oficial, da festa, que estava sempre esperado por todos os convidados e o bolinho, que sempre ficava pra nós aqui e casa, servia como degustação pra sabermos se havia ficado bom.

Amei ter lembrado desse fato... coisas lindas aconteceram na minha vida e eu sou muito feliz por conta disso.

P.S: Às vezes, a caneca virava e o bolinho, ou virava carvão no fundo do forno ou então ficava torto. hehe

5 de dezembro de 2011

Adeus não... até breve, tio!

Apesar de saber que a morte fazer parte da vida, ainda é muito difícil se despedir de alguém que a gente gosta.
Sempre digo e vou repetir, eu acredito e confio muito em Deus e sei que tudo que acontece, mesmo que ruim, dolorido, tem um motivo, um porque. Mesmo sabendo disso, nesse momento está sendo muito difícil aceitar as vontades Dele.
Meu tio artista* da família, hoje foi pra um plano melhor, foi morar com Deus, onde não há dor e nem doença alguma pra atrapalhar. Não nos encontrávamos muito, mas quando isso acontecia o momento era regado de muita alegria e gargalhadas jogadas ao vento, nos últimos tempos esses momentos tornaram-se mais frequentes e morríamos de rir com suas piadas e comentários sempre cheios de humor. Essa é a lembrança que quero guardar dele, uma pessoa sempre bem-humorada, alegre e com um sorriso no rosto.

*Titio era músico, tocou em algumas bandas na cidade de Belém, mas a que marcou sua trajetória e a que morava em seu coração foi a Bandas Beatles Forever, que ele só saiu por conta da doença.


Tio Juarez Lins (de branco) fazendo uma participação especial no Baetles Forever (12/10/2011) - essa foto mostra muito bem quem ele era, alegre e apaixonado pela música.









Sentirei Saudades... :-(







"Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá" (João 11:25) 

"Um amor pra recordar"

Sempre ouvi falar muito bem desse filme, porém nunca vi passando na TV. Um dia descobri que existia o livro e que o autor era o mesmo de outros dois livros que eu já havia lido e gostado bastante (Querido John e A última música), então logicamente eu preferi ler o livro à assistir ao filme.
Esperei uma mega promoção e comprei o livro por um precinho super agradável e poucos dias depois acabei conseguindo o filme em formato digital, mas não o assisti, queria primeiramente ler o livro pra depois assistir o dito filme.



Um belo dia perdi o sono de madrugada e não tinha nenhum filme que pudesse assistir, então foi o jeito, acabei vendo o filme. Tamanha 5h e a pessoa chorando horrores vendo o filme.
Enfim comecei a ler o livro - não tinha feito isso antes pois estava lendo outro, Comer, rezar, amar - e a pouco terminei de lê-lo. Não chorei como fiz quando assisti o filme, mas por muitas vezes me emocionei e assim como de praxe não irei contar a história, mas digo uma coisa, no filme existem coisas que não passaram nem perto de estarem escritas no livro. 
Uma leitura que indico pra quem gosta de ler um lindo romance!!!

P.S: Livro é pequeno, 183 folhas, letras grandes e de leitura simples. Vale a pena!

4 de dezembro de 2011

"Vilherme"

Vilherme = Guilherme

Era desta forma que eu chamava um rapaz que vivia perambulando pelas ruas próximas à minha casa, eu era criança, devia ter menos de 5 anos e ele era o terror da molecada. Eu morria de medo dele, tinha verdadeiro pavor daquele homem... Fui crescendo e o medo passou.
Estava chegando em casa no sábado a noite, depois da minha aula, e vi uma movimentação estranha. Passando em frente a uma casa, vi uma das moradoras, criança de cerca de 7 anos pedindo pra mãe: "Mãe, a Manuella pode brincar comigo aqui no pátio de casa? O Guilherme tá na rua e a gente tá com medo dele".... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk #EURI
Aí quando entrei em casa ouvi uma outra vizinha falando pro cunhado dela: "Fulano, pega aqui o carro da Mariazinha, ela largou o carro aqui na rua por que viu o Guilherme e ficou com medo!!!!" (a Mariazinha estava no colo da vizinha que falou isso)... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk #EURIOUTRAVEZ
Mais de 20 anos se passaram e ele continua perambulando pelas ruas e continua botando medo nas crianças.

P.S: "VIlherme" nunca mexeu com ninguém, não arruma confusão com ninguém, seu único problema é viver bêbado, mas ele é calmo, nem fala quase, mas sua imagem é aterrorizante para os pequenos.
P.S.2: "Vilherme" tem o costume de escrever nas calçadas e no asfalto palavras soltas com gesso... a palavra que ele mais costuma rabiscar por aí é "Cristo"!

Sintonia?

Será isso mesmo?
Bom, hoje aconteceu o seguinte...
Acordei e mandei a seguinte mensagem pro Deyvis:
"Eu dentro do ônibus cruzando a Humaitá com a Almirante Barroso e vc tbm, mas a pé... eu, com um sorriso no rosto, olhei e pensei "bandido, não avisou pra ninguém q ia voltar pra Belém" (sonhei isso essa manhã)..."
Aí depois de um tempo recebo a seguinte resposta:
" Eu cheguei em Belém sem avisar ninguém. Fui a sua casa fazer uma surpresa, depois tu e eu fomos a casa do David. Sonhei isso essa noite. hehe."

Muita coincidência, mas muita mesmoooooo...
Sem explicação!

Saudadona desse nego!

2 de dezembro de 2011

Memória olfativa

Hoje, mais uma vez, ao sentir o cheio de um sabonete, voltei no tempo e me vi dentro do banheiro da casa de minha avó materna... Cara, aquele cheiro é o mesmo que até hoje lembro do banheiro lá da casa da Pariquis. 
Lembro até do azulejo da parede se querem saber, isso porque não vejo a cerca de 20 anos. 
Muito bom quando essas coisas acontecem assim, repentinamente, e em questão de segundos você recorda coisas maravilhosas que aconteceram em sua vida.