29 de abril de 2013

Felicidade pode demorar - Luís Fernando Veríssimo

Às vezes as pessoas que amamos nos magoam, e nada podemos fazer senão continuar nossa jornada com nosso coração machucado.
Às vezes nos falta esperança. Às vezes o amor nos machuca profundamente, e vamos nos recuperando muito lentamente dessa ferida tão dolorosa.
... Às vezes perdemos nossa fé, então descobrimos que precisamos acreditar, tanto quanto precisamos respirar...é nossa razão de existir.
Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida, e se torna o nosso destino.
Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta nosso coração pela falta de uma única pessoa.

Às vezes a dor nos faz chorar, nos faz sofrer, nos faz querer parar de viver, até que algo toque nosso coração, algo simples como a beleza de um pôr do sol,
a magnitude de uma noite estrelada, a simplicidade de uma brisa batendo em nosso rosto.
É a força da natureza nos chamando para a vida.

Você descobre que as pessoas que pareciam ser sinceras e receberam sua confiança, te traíram sem qualquer piedade.
Você entende que o que para você era amizade, para outros era apenas conveniência, oportunismo.
Você descobre que algumas pessoas nunca disseram eu te amo, e por isso nunca fizeram amor, apenas transaram...

Descobre também que outras disseram eu te amo uma única vez.
E agora temem dizer novamente, e com razão, mas se o seu sentimento for sincero poderá ajudá-las a reconstruir um coração quebrado.
Assim ao conhecer alguém, preste atenção no caminho que essa pessoa percorreu, são fatores importantes: a relação com a família, as condições econômicas nas quais se desenvolveu (dificuldades extremas ou facilidades excessivas formam um caráter), os relacionamentos anteriores e as razões do rompimento, seus sonhos, ideais e objetivos.

Não deixe de acreditar no amor. Mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá.
Manifeste suas idéias e planos, para saber se vocês combinam. E certifique-se de que quando estão juntos, aquele abraço vale mais que qualquer palavra.
Esteja aberto a algumas alterações, mas jamais abra mão de tudo, pois se essa pessoa te deixar, então nada irá lhe restar.

Tenha sempre em mente que às vezes tentar salvar um relacionamento, manter um grande amor, pode ter um preço muito alto se esse sentimento não for recíproco.
Pois em algum outro momento essa pessoa irá te deixar e seu sofrimento será ainda mais intenso, do que teria sido no passado.

Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário.
Existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo.
A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna.
A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é que ela venha para ficar e não esteja apenas de passagem...

2 de abril de 2013

Páscoa no Rio de Janeiro

Passagens compradas desde o começo de janeiro e finalmente o tão esperado 29 de março chegara... Rumo ao Rio, encontrar os grandes amigos Deyvis e Thaís.
Cheguei na Cidade Maravilhosa um pouco depois das 8h, peguei o ônibus e parti pra Praia de Botafogo, lá encontrei com os dois e a partir daí foram 3 dias de extrema felicidade, risadas, muita cantoria, muito carinho, muita vontade de viver a vida e curtir a breve companhia de cada um.
Nos divertimos muito, mas domingo confesso que já acordei meio tristinha, afinal era o último dia e já iríamos nos separar novamente e essa tristeza se transformou em lágrimas na hora de vir embora, ainda bem que eu tinha lenço, pois precisei e ainda bem que ninguém viu, se não iria passar vergonha. hehe
No mais foi tudo lindo e perfeito... amo muito esses meus amigos e minha vida seria totalmente diferente sem a presença deles para me alegrar!

Em Botafogo com o Dengo

Na night com Thaís, Ercio e Deyvis

Nós três em Botafogo

"Jesus" lá atrás abençoando nossa amizade


Copacabana Palace 

Ipanema ao fundo

Moço lindo que estava no Arpoador (eu fui apenas cúmplice. hehehe)

Arpoador

Eu e Thaís em Botafogo

O nosso amor nas areias do Arpoador

Último flash antes de voltar para casa... Orgulho de ser paraense!!


Soneto de separação - Vinícius de Moraes

De repente do riso fez-se o pranto 
Silencioso e branco como a bruma 
E das bocas unidas fez-se a espuma 
E das mãos espalmadas fez-se o espanto. 

De repente da calma fez-se o vento 
Que dos olhos desfez a última chama 
E da paixão fez-se o pressentimento 
E do momento imóvel fez-se o drama. 

De repente, não mais que de repente 
Fez-se de triste o que se fez amante 
E de sozinho o que se fez contente. 

Fez-se do amigo próximo o distante 
Fez-se da vida uma aventura errante 
De repente, não mais que de repente.

25 de março de 2013

Saudade dói - Martha Medeiros

Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua,
dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.

Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor,
Ou quando alguém ou algo não deixa que esse amor siga,
Ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania
de estar sempre ocupada;
se ele tem assistido às aulas de inglês,
se aprendeu a entrar na Internet
e encontrar a página do Diário Oficial;
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
se ele continua preferindo Malzebier;
se ela continua preferindo suco;
se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;
se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor;
se ele continua cantando tão bem;
se ela continua detestando o MC Donald's;
se ele continua amando;
se ela continua a chorar até nas comédias.

Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;
não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;
não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer;

Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você,
provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler..."

22 de fevereiro de 2013

Brincando com a adrenalina

Minha quinta-feira começou tensa, pois saberia que durante a tarde eu enfrentaria um desafio perigoso, mas nem tanto.
Durante essa semana, eu e mais 10 funcionários da empresa, estamos participando de um treinamento de serviço em altura, curso este que nos capacita à trabalhar e fazer resgates simples em altura. Quando diz-se altura, considera-se uma elevação de 2m a partir do solo.
Aprendendo sobre a NR-35 que trata sobre trabalho em altura e aprendemos também a fazer vários tipos de nós, que são super simples e super seguros.
O grande desafio foi realizar algo em altura e o que fizemos foi um rapel negativo (sem apoio nos pés).
Antes de começar o treinamento, meu medo era da corda arrebentar, dos mosquetões romperem, ou seja, do material falhar, mas depois sabendo do que se tratava e da capacidade que cada equipamento era capaz de suportar, esse medo desapareceu e surgiu então um outro tipo de medo, eu não aguentar meu próprio peso durante o rapel e me espatifar no chão.
Resumo da "ópera": na hora só fiquei com medo na hora q me soltei da plataforma onde estava ocorrendo o rapel e dependia totalmente da minha força, mas isso não durou mais que 10 segundos, o resto foi maravilhoso, uma adrenalina que me fez suar muito e me trouxe uma sensação indescritível.

Devidamente equipada

O momento de maior medo








Pessoa estava curtindo tanto o momento que deu vários sorrisos para fotos e filmagem. hehehe

17 de fevereiro de 2013

A Teoria do Biscoito do Meio

O que vem a ser essa tal dessa "teoria"?

Bom, essa teoria surgiu durante uma conversa com uma amiga, onde falávamos sobre algumas pessoas se acharem tão "importantes", "incríveis", "fenomenais", "gostosas", "únicas na face da terra", se acham o "último biscoito do pacote"... mas se formos parar e analisar bem criticamente, o pacote do biscoito tem 2 extremidades e as duas podem ser consideradas o final ou então o começo do pacote, isso vai depender de qual lado você vai abrir.

Agora pare e pense, sempre que você abre um biscoito, o primeiro sempre vem quebrado, não diferente do último, que também sempre está quebrado.

Então diga-me, qual é a vantagem de ser o último biscoito do pacote?? Ele vem sempre quebrado, murcho e geralmente ninguém quer, pois é inconveniente e faz muita sujeira!!! Bom mesmo é ser o biscoito do meio, crocante, inteiro e mais emocionante de se comer!

É meu caro, o negócio é ser o biscoito do meio e não o "último biscoito do pacote"!!!! ;)

15 de fevereiro de 2013

"Ciranda, cirandinha...

... vamos todos cirandar, vamos da a meia volta, volta e meia vamos dar. O anel que tu me deste era vidro e se quebrou, o amor que tu me tinhas era pouco e se acabou"

Eis que já dizia a canção de roda que tanto cantamos durante a infância!

É, tudo na vida uma hora perde seu encanto... o doce mais saboroso, o perfume mais cheiroso, o filme mais emocionante, mais cedo ou mais tarde passarão a ser apenas um doce, um perfume e um filme.